quinta-feira, 11 de junho de 2009

Adeus...



Aqui estou eu, a apagar todas as memórias físicas que me fazem pensar em ti. Rasgo as tuas fotos mas a imagem da ponta dos teus dedos a tocar a minha pele jamais será esquecida. Consigo ouvir o vento intocável e o meu coração a quebrar. Nunca pensei dizer-te Adeus e tive sempre esperanças de um ‘Até já ’ mas estás tão decidido a deixar as coisas como estão agora, que afastei-me e fui embora com as costas voltadas para ti. Adeus eternidade e sonhos, adeus. Não consigo andar sozinho na rua à noite, muito menos acordar com o silêncio e ausência do teu olhar. Se eu cair quem irá estender-me a mão? Não, não serás tu e só o facto de estar a pensar nisso assusta-me de uma maneira horrenda ao ponto de chorar durante horas. Lembras-te quando me pegaste na mão e beijaste os meus lábios? Eu lembro e apesar de estar a fazer todos os esforços possíveis para te esquecer, rasgar fotos não é a única solução porque todas as vezes que fecho os olhos, passam de uma maneira translúcida, os melhores momentos que tive contigo, e os piores. Adeus fantasias e sorrisos duradouros. Adeus estrelas cintilantes e canções de embalar. Adeus.

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